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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Essa pequena coisa chamada amor

Amor, o sentimento mais superestimado de todos, alguns fingem que ele se instala no coração, outros realmente acreditam que é um instinto... Bobagem.

O amor é simples, um sentimento que qualquer criança domina, qualquer animal irracional domina e qualquer homem de meia idade consegue tornar numa coisa mais complexa que aramaico em braile.

Amor é levar uma flor colhida no meio do caminho, elogiar o cabelo e sorrir sincero. Amor é respirar fundo, amarrar os problemas num saco preto dentro do estômago e dizer um agradável "Estou bem, só um pouco cansado". Amor é ensinar a tática para fazer a curva fechada no Mario Kart.

Amor é simples, envolve gestos simples, mentiras protetoras e compartilhar técnicas específicas sobre algo que é fútil e, ao mesmo tempo, a coisa mais importante do mundo naquele instante.

Agora lembre-se sempre que Amor é querer. Amor é mentir. Amor é compartilhar.

Se você não quer você não ama. E não complique isso. Você pode amar sem querer passar o fim de semana na casa da sogra. Você pode amar sem gostar do mesmo tipo de música. Você pode até amar sem querer ter um cachorrinho em casa.

Mas ninguém vai te amar se você não gostar de cachorrinhos, ou de qualquer filhote... Droga, o que há com você? Eles são fofos e provam que nascemos sabendo amar e ser amados.

Repito, o amor é simples.

Amar envolve mentir, invariavelmente, por causas nobres.

A mentira mutante, aquela sobre a décima-nona prova de roupa. "Ficou demais, eu estou até com vontade de tirar essa sua roupa agora." Você vai perceber que quando receber de volta um sorriso malicioso de gratidão sua mentira se transformará numa verdade.

A mentira que protege, seus pés doem, sua cabeça lateja, suas costas parecem carregar uma mamute prenha, mesmo assim você consegue resumir seu dia com um "Foi meio cansativo, mas depois de um banho estarei renovado".

A mentira cotidiana, aquela salvadora. "É claro que adorei sua mãe".

Como dizem, a ignorância é uma benção.

Amar também é compartilhar, afinal jogar super-nintendo é uma arte perdida e devemos manter o legado. O esquema é virar dando saltos que a curva sai mais fechada e aumenta o giro do motor, dando um pouco mais de potência.

E agora a causa da demora em se arrumar não é apenas escolher a roupa perfeita, é difícil passar a fase do Bowser de primeira e não é desistindo que melhoramos no Kart.

Afinal, quem se importa se numa recepção social formos vestidos com camisa surrada, tênis converse e cabelo seco?

Amar é compartilhar vitórias, derrotas, crises de raiva e de paciência.

Amar é simples.

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